As funções de 'QUANDO'


A palavra quando pode exercer funções diferentes, dependendo do contexto. 

As duas classificações mais importantes são: conjunção subordinativa e advérbio/pronome relativo.


1. “Quando” como conjunção subordinativa temporal

Introduz uma oração subordinada adverbial temporal.


Exemplo:

Quando cheguei, ele já havia saído.


Quando estabelece uma ideia de tempo.

→ quando = conjunção subordinativa adverbial temporal


Outro exemplo:

Quando terminar a aula, pode ir embora.


2. “Quando” como pronome relativo

Pode acontecer quando “quando” retoma uma expressão de tempo mencionada anteriormente.


Exemplo:

Lembro-me do dia quando nos conhecemos.

Aqui, “quando” retoma dia.


É possível perceber a relação:

Lembro-me do dia em que nos conhecemos.

Nesse caso, “quando” tem valor de “em que” e funciona como pronome relativo.


Na norma-padrão, entretanto, é muito mais comum e recomendável:

Lembro-me do dia em que nos conhecemos.


“Quando” como advérbio interrogativo

Aparece em perguntas, diretas ou indiretas, indicando tempo.


Exemplo:

Quando você chegou?

→ “Quando” pergunta em que momento.


Também:

Não sei quando você chegou.

Aqui temos uma interrogação indireta. “Quando” é advérbio interrogativo de tempo.


4. “Quando” pode ter valor de advérbio em outras situações

Por exemplo:

Quando jovem, gostava muito de ler.


Aqui, “quando jovem” equivale a: na época em que era jovem.

É uma estrutura que merece atenção porque há uma oração reduzida/elíptica: o verbo “era” está subentendido.