Ditos populares que se eternizaram de uma forma longe da original



Esta cantiga é muito presente na infância: “Hoje é domingo, pé de cachimbo. Cachimbo é de barro, bate no jarro. O jarro é de ouro, bate no touro. O touro é valente, chifra a gente. A gente é fraco e cai no buraco. Buraco é fundo. Acabou-se o mundo.” 

Mas será que a cantiga que batizou a nossa meninice é realmente dessa forma? Existe outra interpretação que pouca gente conhece. Muitas vezes acabamos caindo nas armadilhas da nossa própria língua. 

Conheça a forma mais tradicional da cantiga:

“Hoje é domingo e pede cachimbo. O cachimbo é de barro, bate no jarro. O jarro é de ouro. O ouro é do touro, que é valente e chifra a gente. A gente é fraco e cai no buraco.


Existem mais ditos populares que existem como variantes; conheça alguns:

Popular: “Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão”.

Tradicional: “Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão”.

Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?


“Cor de burro quando foge”. O original seria: “Corro de burro quando foge!”.


Outro que no popular todo mundo diz: “Quem tem boca vai a Roma”.

Bom, esse eu entendia, de um modo diferente, mas entendia! Pensava que quem sabia se comunicar poderia ir a qualquer lugar! No entanto, a forma original é: “Quem tem boca, vaia Roma”.


Outro que todo mundo costuma dizer, “cuspido e escarrado” – quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. Mas a forma original é: “Esculpido em Carrara”. Carrara é um tipo de mármore.


Mais um famoso: “Quem não tem cão, caça com gato”. Entendia também de forma diferente, mas entendia. Se não tem o cão para ajudar na caça, o gato ajudaria. Tudo bem que o gato só faz o que quer, mas vai que o bicho esteja de bom humor.

O tradicional, no entanto, é: “Quem não tem cão, caça como gato. Ou seja, sozinho.