Função do 'que' nas orações subordinadas


1. O.S.S. — que = conjunção integrante

O que não exerce função sintática dentro da oração subordinada. 

Ele apenas introduz a oração que completa o sentido de um verbo, nome ou expressão.


Exemplo:

Eu sei que você estudou.

que você estudou = oração subordinada substantiva objetiva direta.

O que apenas introduz a oração. Não é possível atribuir ao que funções como sujeito, objeto, etc.


Outro exemplo:

É importante que você leia o texto.

que você leia o texto funciona como sujeito.


2. O.S. Adj. — que = pronome relativo

Aqui o que retoma um termo anterior, chamado antecedente, e exerce uma função sintática dentro da oração subordinada.


Exemplo:

O livro que você comprou é excelente.

O que retoma o livro:

Você comprou o livro.

Portanto, na oração que você comprou, o que exerce função de objeto direto de comprou.


Outro exemplo:

A professora que chegou cedo preparou a aula.

O que retoma a professora:

A professora chegou cedo.

Nesse caso, que exerce função de sujeito de chegou.


Teste prático: 

Se você consegue substituir o que pelo termo anterior, provavelmente temos pronome relativo.


3. O.S. Adv. — que = parte da conjunção consecutiva

Na oração subordinada adverbial consecutiva, o que normalmente aparece associado a uma expressão de intensidade na oração principal:


Exemplo:

Ele estudou tanto que foi aprovado.

A estrutura é:

tanto + que → consequência

que foi aprovado = oração subordinada adverbial consecutiva.


Outro exemplo:

A chuva foi tão intensa que alagou as ruas.

tão intensa + que → consequência


E:

Ela falou de modo que todos ficaram emocionados.

Nesse último caso, que integra a estrutura que introduz a consequência.